O processo avaliativo nos dirá o que foi aprendido, o que precisa ser revisado e o que precisa ser fixado. A avaliação sonda a aprendizagem do aluno, mas também o que o Educador ensina (SERRA, 2006).
A avaliação e nota de aluno são temas intensamente discutidos. É lastimável que ainda não foi encontrado uma forma absolutamente justa de aplicação, pois quando não ocorre de forma justa, tiramos dos educandos muito mais do que notas do boletim escolar, tiramos notas da construção, da auto-estima e das possibilidades do individuo constituir-se como ser único.
È de extrema importância que fique bem claro, que ao avaliar, o professor não deve prestar atenção somente no aluno e sim na sua vontade de aprender, oferecendo-lhes a oportunidade de aplicar seus conhecimentos de formas diversas, para que ele possa pensar argumentar e criar incorporando e apropriando-se do seu próprio conhecimento. Para isso, o educador não precisa necessariamente fazer uso de testes e provas, pois atividades de sala de aula, tais como: trabalhos em grupo, exercícios e a observação do professor, podem dizer muito sobre a aprendizagem de cada aluno.
A compreensão sobre o erro é colocada a criança não como aquilo que ela errou ou deixou de aprender, mas olhamos para o erro como aquilo que ela já foi capaz de aprender, como ela constrói a sua aprendizagem. È um indício para os professores que descreve de onde deve agir para construir o processo ensino-aprendizagem.
Segundo Serra (2006), a oferta de oportunidades diferenciadas de avaliação e não somente a utilização de testes e provas também pode contribuir e estimular a aprendizagem (SERRA, 2006).
Cada sucesso merece um elogio e cada insucesso uma orientação. O conceito não é uma escala fria relacionando pontos e acertos. Num trabalho criativo, em que o emocional está envolvido, não cabe um critério-padrão.
Portanto, é exatamente no ato de corrigir e de avaliar os trabalhos e sua compreensão apresentadas por cada educando, formada através do seu poder de participação, da construção, da criatividade, da compreensão das suas vivências, da capacidade que cada educando tem em analisar, criar e refletir, reconhecendo-os como seres autônomos, mostrando a cada um uma atitude de confiança e respeito à sabedoria e à condição de aprendiz de cada educando.
Baseando-se em Piaget, por que não avaliar o que o aluno tem construído de conhecimentos, suas habilidades e competências, e não o que é habitualmente feito, a avaliação do que lhe falta? Pois sempre faltará algo, somos seres inacabados e o conhecimento é sempre provisório (PIAGET apud SERRA, 2006).
AVALIAÇÃO NAS ESCOLAS
dezembro 15, 2008 por informaticanasescolas